Dizem que a vida é simples e a gente é
quem complica. Pode até ser, mas pense bem:
Você conhece alguém que não complica? eu não
conheço: "De perto todo mundo é normal", e
complica.
Então é melhor parar de lamentar a sim-
plicidade perdida e ir em busca de ferramentas
que nos ajudem a lidar com a crescente comple-
plexidade da vida na pós-modernidade.
Vida & Trabalho - No limite do caos
vai mostrar uma síntese das ciências da comple-
xidade através de dez príncípios que podem ser
aplicados tanto a situações profissionais como a
vida cotidiana.
- Visão sistêmica
- Dialógica
- Circularidade
- Princípio da incerteza
- Competência pessoal
- Hologramática
- Marketing
- Princípio da complexidade
- Teoria da mudança
- Princípio do observador
Ciências da Complexidade
Existe uma ciência chamada Teoria da Com-
plexidade, cujo propósito é desenvolver méto-
dos conceituais para o manejo de situações de
alta complexidade na natureza, na cultura e na
tecnologia. Esta ciência, que "sustenta" Vida &
Trabalho - No limite do caos está sendo
criada dentro do mais fecundo movimento inte-
lectual deste século: a a transdisciplinaridade,
que vai da física quântica a filosofia, envolven-
do psicanálise, biologia, cibernética, teoria do
caos, história, informática e várias outras. São
muitos os construtores deste método: cientistas
espalhados por diferentes campos do saber e
que muitas vezes nem se conhecem. Dois deles
merecem destaque pelo seu trabalho de forma-
lização e de divulgação: Edgard Morin e Fritjof
Capra.
No Olho do Furacão
Sabe o que acontece no olho de um furacão?
Nada! É um lugar calmo e silencioso; mas rode-
ado de agitação, caos e tensão por todos os la-
dos.
É este o lugar ideal para o médico ocupar
próximo o suficiente da agitação e dos proble-
mas para que ele possa ser eficiente e produti-
vo, mas um pouquinho afastado para não ser
tragado pelo redemoinho.
Acontece, porém, que muitas vezes o médi-
co é levado pela força do furacão e sua vida se
transforma em uma grande complicação. Então
é preciso sair do furacão. Sim, mas se sair vai
trabalhar o suficiente, se desatualiza, não ganha
dinheiro e também fica complicado.
Então não é uma questão de "entrar" ou "sair" mas de encontrar este "ponto ótimo", e ele existe,
veja dois exemplos: um carro de fórmula 1 e a paixão amorosa.
Fórmula 1: Se for veloz demais, decola, sai
voando e se esborracha no paredão. Se for
muito lento nem se classifica para a corrida.
A paixão: No auge de uma paixão parece que
se o sentimento fosse um pouquinho maior
não suportaríamos: "Eu vou morrer de tanto
amar". Mas se as coisas esfriam... Bem aí
perde a graça e "acho que acabou, não dá
mais. A paixão é assim um olho-de-furacão.
O furacão está aí, não da pra lutar contra ele, mas da pra lutar em busca do olho-do-furacão. Boa busca!